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292 – O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo) – EUA (2002)

Direção: Kevin Reynolds
Roteiro: Alexandre Dumas père; Jay Wolpert
Um jovem é preso injustamente e planeja fugir para executar seu plano de vingança.
O filme preenche qualquer tarde ociosa e é, inegavelmente, uma história muito bem contada.
Só que não mais que isso.
O problema, no entanto, é que me incomodo com alguns clichês que surgem da falta de criatividade de um roteirista ou diretor.
Por exemplo, uma seqüência clássica do filme [spoiler] que é quando Edmond foge da prisão, é repleta de inconsistências. Primeiro, como ele conseguiu entrar num saco e se amarrar até a cabeça? Tudo bem, isso até pode passar. Mas, ele cai de uma altura altíssima e sobrevive numa boa? Vá lá, talvez seja possível. Mas, aí, ele passou mais de uma década sendo alimentado com uma dose de concha diária, e ainda assim consegue ter energia para nadar durante 1km? Ok, digamos que com garra é possível. Mas, o que não tem perdão é um clichê extremamente recorrente nos filmes: o cara foge de um lugar, nada por uma distância interminável e, quando ele está perto da costa, o que ele faz? Continua nadando até chegar em terra firme? Claro que não! Ele, simplesmente, desmaia. E o que, obviamente, aconteceria? Ele morreria afogado. Mas, não. Ele, desacordado, é levado até a borda, e quando sua cabeça toca na areia, ele desperta e se emociona por concluir o seu objetivo. Então, se algum roteirista de Hollywood tiver lendo esse texto, por favor, no próximo filme faça com que o seu personagem nade até a borda e, de forma consciente, chegue até a areia e, aí sim, desabe de cansaço. Mas, essa de fazer o cara nadar, cortar a cena, e, de repente, aparece ele desacordado, sendo levado pelas ondas até a praia, é de doer. Como diria Padre Quevedo: isso non ecxiste.
Tudo bem, estou sendo bem chato. Mas, é que o próprio filme é muito quadradão, muito “bom moço” e quando termina a minha sensação é “Tá, legal, mas…”.

Minha nota: 6,9
IMDB:  7,6
ePipoca: 9,5

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